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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Teu Olhar

Teu Olhar
 
Olhe nos olhos meus
que eu quero me apaixonar
encosta tua mão na minha
que eu quero te tocar
Nada vai me fazer
conseguir te esquecer,
fecho os meu olhos e só vejo você
nada vai me fazer
desistir de você
Seu sorriso me alimenta
teu abraço me contenta
tua face me faz sonhar
e o teu olhar  me fez apaixonar.

Escrito Por: Nayara Pereira

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Menino de rua

Dá-me um pedaço de pão
Estou com muita fome
Sou uma criança de rua
E o caos me consome
Hoje eu peguei um sanduíche
Da lata de lixo
Essa é a minha rotina
Vivo às margens de riscos
Quem vai me dá a mão?
Doar-me; um pedaço de pão?
Eu dormi na calçada
Com a roupa molhada
O céu é o meu teto
E o chão é a minha cama
O sol é meu amigo
E a lua me ama.

O que sou eu hoje
Amanhã o que serei?
Vivo exposto ao rocio
Onde a tristeza flutua
Eu sou um menino de rua
Pelas ruas e praças
Vivo a vaguear
A minha sociedade
É sem amor e mesquinha
Tem um coração insensível
Que sociedade é a minha?
Seus filhos vivem
Em almofadas e regalias
Sociedade muito egoísta
E possui uma alma fria
Não tem compaixão
E nem sentem misericórdia
Sociedade mesquinha
Que sociedade é a minha?
Minha vida... Eu sei, sei...
Não faz parte da sua
Eu sou um menino de rua.

POESIAS DE: Edinaldo Reis

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As mãos


Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.


Manuel Alegre

terça-feira, 20 de dezembro de 2011



Agora quero falar de amor,
quero falar do meu amor.
Quero esquecer de mim e viver só de você,
quero colocar teu amor como um selo sobre o meu coração.

Das lágrimas que derramei,
dos sonhos que não realizei:
você foi o encontro entre o meu maior desejo,
e a minha maior realização.

Você veio até mim,
como um passarinho
e fez um ninho
em meu coração.

Quero que você me veja em cada sonho seu,
quero ser o ar que você respira.
Quero ser sua fantasia e sua realidade,
quero poder te dar um mundo de felicidade.

Somos um misto de poesia e canção...
Você é meu sonho, meu sorriso,
meu ponto de chegada e de partida,
você é o amor da minha vida!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A vida é uma estrada

Onde só se pode rodar num sentido.
Não há desvio ou retorno
que nos conduza para trás.

Se soubermos aceitar este fato,
a vida se torna mais simples e
só então poderemos tirar
o melhor proveito do que temos
e do que somos.

A vida é muito preciosa,
nunca se esqueça disso.

Você tem apenas uma vida
e pode até não dar o valor que
realmente ela mereça,
mas com certeza há pessoas que dão
este valor para a sua vida.

Muitas vezes,
nossa vida parece um pouco complicada,
mas é tudo passageiro...

São barreiras que aparecem
para se vencer,
e aprender cada Vez mais com elas...

Viva para o bem,
que o bem será feito à você.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Não suba no barco



Porque você chegou assim
Com esse olhar encantador?
Porque justo a mim?
Será que existe saída?

Estou perdida
Num mar de cores.
Qual rumo tomar?
Garota não suba no meu barco!

Irei erguer as velas
Ou jogá-las ao mar,
Para que não possamos navegar
E você fique eternamente ao lado meu?

Garota não suba no meu barco!
Eu posso entrar em delírios.
Por favor eu preciso ir embora
E por obsequio, não suba!

E se meu coração enamorar-te?
E se me apego a este mal?
Mal do colo teu,
Mal do beijo travesso.

Garota eu posso apaixonar-me
Estou a muito navegando
Em busca de carinho.
Garota não suba no meu barco!
(...)
Eu  te aconselhei,
Ao menos importou-se
Que ergam-se as velas!
Irei navegar!

Eu prometo, garota,
Que vou em busca do melhor
Agora que esta aqui!
Meu amor agora é teu!

Autora, - Lidiane Rios

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O poder das palavras



Palavras benditas
Constroem historias
Ficam nas memórias
Perfazem esperança
Trás a bonança..
Elas são poderosas
Em versos ou prosas
Melodias,na doce poesia
Palavras ditas d'alma
Que trasforma,acalma
Vidas vivídas em tralmas
Palavras malditas machuca
Trás doenças,funde a cuca
Palavras de acalanto
São feitas de amor
Bordadas de encanto
Palavras que não hesitam
Nascer látego ou afago
Em meio a lágrimas rolante
Ou na alegria falante
As vezes ardem na carne
E fica o mel no caminho
Óleo precioso,sara a dor
Dos que choram por amor
Aproximam da palavra bendita
Uma bússola convícta
Dá rumo ao perdido
Palavras de paz..

Castilho

A arte do amor



Há quem diga que fez ou faz amor
referindo-se ao ato sexual
contesto...é deboche enganador
tal expressão vulgar me soa mal.

Amor não se faz com simples tocar
de algum corpo a queimar quimicamente
num vai e vem ritmado como o mar;
tentação que, qualquer animal sente.

O amor se planta numa alma inocente
Com meiguice e candura se projeta,
se desenha, se esculpe, se modela.

Se aduba com respeito essa semente;
Um artista do amor tem como meta
rever no ser amado a sua tela.

Autora: Cleusa

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Silêncio



Aquieta-te em seu canto infinito
Sem fim de dias na espera perdida
Encolhendo no frio da própria vida
Cala-te do choro como por instinto

Saiba das verdades irrevogáveis
Nesse espaço de fuga eterna
De mentiras obvias inegáveis
Como água por vinho em taverna

Não faz muito sentido cultuar um deus
Que do barro exala terra suja
E na queda se quebra aos pés dos seus

Não faz sentido algum tão pouco
Cultivar em si tão puros sentimentos
Que no futuro podres lamentos

Autor: Elias

Saudade



A saudade não existe fora,
Só existe dentro da gente

Por isso, por dentro,
Podemos nos libertar do tempo,
Mesmo que o tempo seja um fora
E não seja um dentro,
Mesmo que seja entre e de repente
E que não seja mais
O que por dentro
Tivéssemos por fora

Que me perdoem todos os matemáticos de ontem, hoje e sempre
O tempo não é apenas relógio, mas é também esfinge

Somente quem não finge
Pode retê-lo por fora
O que apesar, embora,
Por dentro o era,

A Esfera e o quadrado da saudade,
Batendo perfeitos dentro do peito,

E quem a cinge, a imortalidade de um momento,
A agrura de viver, o não do óbvio

Autor: Gustavo Ferreira Rossi

Estranho



Estranho que tenhas batido tanto
Quase pondo abaixo o mundo
Entrando tal vendaval quando assovia
Tomando cada tom de respiração

Estranho que fosse quase um santo
Esperando brisa cada segundo
Surpreendido na ventania
Sem buscar refugio ou salvação

Estranho que tenha se apaixonado
Ao ver-se indo pelos ares em bares
Embriagando-se no sopro vão

Estranho que tenhas tudo deixado
Depois de me brincar feito malabares
Deixando o rastro de cacos pelo chão


Autor: Elias

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Em busca do que se foi



Pasmo quase não querendo a sorte
Ali de pé frente a tantas lembranças
Ali depois de tantas mil andanças
Apoiado na ânsia de ser forte

Eram olhos tão distantes no vazio
Transbordando a busca do que jaz
Salvando em si a ilusão, a paz
Vagando só, sem calor, sem frio

Sabe, vinha ao longe um clarear
A noite toda num piscar de olhos
Fim de pesadelo quando do sol o raiar

Imaginando as voltas do ponteiro
Pasmo que tanta loucura num segundo
O tenha levado a buraco tão fundo

Autor: Elias

Ódio e Amor




O ódio que me conduz,
o ódio que me margeia,
o amor que me seduz,
o amor que me incendeia.

A vitória que me glorifica,
a vitória sem humilhação,
a derrota que me fortifica,
a derrota da ilusão.

A tristeza vem sem sorriso,
a tristeza vem com furor,
a alegria vem com aviso,
a alegria liberta a dor.

A cegueira que me guia,
a cegueira da desilusão,
o olhar que alicia,
o olhar da sedução.

O sono que me entorpece
o sono que me apavora
a vigília que me engrandece,
a vigília que me arvora.

A noite eu caço,
a noite eu te amo,
o dia, eu me acho,
o dia, eu te chamo.

Autor: Jorge Luiz

A cada sofrer



Sei que da dor se colhem diamantes
E é pelo sofrer de muitos poetas
Que mil versos se fazem gigantes
Nos corações com as portas abertas

Minhas letras nascem vivas feridas
Sangrando magoas no primeiro choro
Quando a morte se faz querida
Trazendo toda a paz num desafogo

Do sofrer brotam frutos venenosos
Que alimentam uma triste pena
Em marcha fúnebre de ais lamentosos

Em silencio Madrugada adentro
Cada letra se faz agonizante
Cada lagrima, cada instante

Um flerte Irracional



Um flerte Irracional
Minha verdade se dissolve
e insossa, perde o vigor de certeza.
Baila em corda bamba
que se estende entre sim e o não.

O gesso que fere o movimento,
estilhaça-se ao chão,
escorrendo pelos vãos
dos meus subjetivos pensamentos,
a flertar um entendimento pré-socrático.

Certezas são poesias sem belezas:
O pequeno feixe de luz
que cega e aliena a cabeça
a um clarão de uma única estrela,
que se perde nas constelações
de infinitas constelações.

Emiliano Nunes

domingo, 9 de outubro de 2011

Amor perdido

Amor perdido, traga-me o pensamento,
mas o pensamento isento de tudo o que o reprime,
sejam consolações, sejam mentiras que invento

Que forma-se caminho único,
única tela que se contém a definir-te
liberta da comum traição do desejo, que era ter-te,
apegada a tantas situações que criei,
na justificativa absurda de querer-te, em tudo que inventei

Querer-te somente minha, falante e incompreensível,
ao lado dos meus sonhos, por menores que fossem

O amor vivo só retém vestígios de amargura que o completam
sempre para além da comum felicidade
Surgem outros desejos, alheios os nome do amor,
como outras rosas, decepções alheias

E o pensamento se desvia,
se complica entre detalhes,
faz-se tudo em se perder,
no tanto que clareia além de si,
restando obscuro, sem desejo

O amor perdido tem o Dom de ser caminho único,
idéia fixa que não tem sentido, nem definição

Enquanto viver um amor perdido,
também simplesmente, puramente,
viverá seu pensamento

Autor : Gustavo Ferreira Rossi

sexta-feira, 7 de outubro de 2011



É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo

Fernando Pessoa

domingo, 2 de outubro de 2011

Amar



Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Autor: Manuel Alegre

sábado, 1 de outubro de 2011

O desencanto do nascer



Mais um problema adolescente
que vira poesia...

Como nos sonhos;
devia ter nascido com toda a beleza
do meu irmão,
sei que assim não seria só um palhaço,
feio e depresivo, mas ela me aceitaria melhor.

Como num abismo;
já estou cansado de tanta timidez e depressão,
dois demônios que se unem
pra me jogar nesse abismo
onde não acho o fim.

Como nos céus;
Eu não sei se estou voando
neles num lindo dia
de primavera, ou se estou apenas
olhando nos olhos dela.

Como no inferno;
Eu sou um nada pra ela,
nunca pedi a sua paixão,
mas quero que morra,
antes que os demónios cheguem primeiro...

Danilo David

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eu não existo sem você



Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

Autor: Vinícius de Moraes